Bolsonaro diz que vai pagar auxílio emergencial por mais 3 meses

26.06.2020
Bolsonaro diz que vai pagar auxílio emergencial por mais 3 meses

Valores não estão definidos, mas devem ser anunciados nos próximos dias. Expectativa é de que serão pagos mais R$ 1.200 diluídos nas 3 parcelas

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (25) que o benefício do auxílio emergencial deve ser estendido por mais três meses e que os valores ainda não foram definidos.

"Os números não estão definidos ainda, mas a gente vai prorrogar por mais três meses", afirmou Bolsonaro em sua live semanal nas redes sociais, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes.

A expectativa é de que devem ser pagos mais R$ 1.200, de forma gradual, em parcelas que podem ser de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, mas que estes valores ainda serão confirmados e anunciados em breve.

Já o ministro Paulo Guedes confirmou que a terceira parcela do auxílio emergencial deve começar a ser pago já neste sábado (27).

O presidente também afirmou ainda que espera que a economia volte a funcionar no país e apelou para que governadores e prefeitos abram suas cidades e retomem a normalidade para acelerar este processo. 

Bolsonaro argumentou que no momento atual os estados tem sobra de leitos para combate a covid-19, mas sem citar números, e que isto não justificaria manter as restrições sociais, e reafirmou que pessoas saúdaveis não devem ter grandes problemas com a doença, mas quem tem comobirdades, pode ter risco de morrer.

"Eu não sei se já peguei, fiz dois testes que deram negativos, não senti nada, posso fazer outro teste pra ver se tenho anticorpos. Mas eu acho que já peguei", afirmou o presidente durante a transmissão, lamentando brevemente as mortes em decorrência da doença.

 

Câmara quer 3 pagamentos de R$ 600,00

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou que se o presidente enviar texto para votação com os valores citados acima, existe o risco de a medida ser alterada na Câmara para três parcelas de R$ 600,00. 

Maia defende que o auxílio emergencial tenha duas parcelas adicionais de R$ 600. Neste caso, a extensão não precisaria tramitar na Câmara. Caso os valores sejam alterados pelo governo, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso. 

"Acho que sim [há risco de serem aprovadas três parcelas de R$ 600. O valor total, de duas parcelas de R$ 600 ou três, sendo R$ 500, R$ 400 e R$ 300, é o mesmo, não estou entendendo onde está o problema".

Maia defende duas novas parcelas de auxílio emergencial atreladas a uma discussão de renda básica permanente. 

"Até agora estamos ouvindo o governo falar que está construindo uma proposta chamada Renda Brasil e existem muitos parlamentares que discutem há muito tempo e podíamos estar fazendo esse debate juntos, governo e parlamento, para que em um prazo de 60 dias a gente pudesse chegar a um texto que melhorasse e focasse melhor os programas sociais do Brasil. O importante é a gente sentar à mesa e construir um texto que unifique os programas porque tem recursos em muitos ministérios, discussão sobre renda com recursos que podem ser transferidos para um renda mínima".

O valor da renda mínima, no entanto, não seria próximo dos R$ 600 do auxílio emergencial. O valor do Bolsa Família, por exemplo, é de R$ 189 mensais. 

"Claro que não será igual à renda emergencial, mas gerando condições melhores para quem precisa de uma renda". 

Revista Cidade

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