Com três imunizantes garantidos, Pazzuelo quer vacinar já em janeiro

Com três imunizantes garantidos, Pazzuelo quer vacinar já em janeiro

Com as vacinas de Oxford e Coronavac já negociadas pelo Ministério da Saúde, a expectativa do governo federal é começar a vacinação no Brasil até o final deste mês de janeiro. A expectativa do ministro Eduardo Pazzuelo é começar a vacinação de 3 a 4 dias depois da aprovação da Anvisa.

O Brasil aguarda para os próximos dias a chegada de insumos da Índia (vacina de Oxford).

"A gente está com uma previsão de 5 a 10 dias para chegarem os insumos da Índia. Chegando, essas doses seriam rotuladas, o que é rápido, e a partir daí iríamos distribuir", disse.

Assim, o Brasil começaria a campanha de vacinação com 8 milhões de doses em estoque: 6 milhões do Butantan (até o dia 31 de janeiro, o instituto prevê entregar mais 2,7 milhões de doses) 2 milhões da Fiocruz que já estão em estoque (a fundação tem capacidade de produzir 15 milhões de doses por mês a partir de fevereiro, segundo o ministério).

Em fevereiro, o Butantan deve entregar mais 9,3 milhões de doses. Em março, estão previstas mais 18 milhões de doses do Butantan, além da produção da Fiocruz. Já em abril, serão 9,9 milhões do Butantan e 15 milhões da Fiocruz.

O Ministério da Saúde informou que fechou um contrato para aquisição de 100 milhões de doses — 46 milhões até abril e outros 54 milhões até dezembro.

Sobre a vacina de Oxford, está prevista aplicação de 210 milhões de doses até o fim do ano. Até julho, serão 100 milhões de doses produzidas pela Fiocruz. Outras 110 milhões de doses ficarão prontas entre agosto e dezembro.

Importante lembrar que o governo brasileiro também integra o Covax Facility, consórcio mundial organizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para aquisição de igualitária de imunizantes entre diversos países. O Brasil deve receber já neste ano 42 milhões de vacinas através da iniciativa.

Ainda não está definido quando esses imunizantes chegam, nem qual será a vacina adquirida através do consórcio, mas pode ser a vacina produzida pela AstraZeneca (de Oxford), já testada por aqui e adquirida com antecedência pelo governo federal.