Dória vai fechar estado, e diz que quer comprar 60 milhões de vacinas

Dória vai fechar estado, e diz que quer comprar 60 milhões de vacinas

Pressionado pelos indicadores que apontam aumento de casos, e o quase colapso na ocupação de leitos em todo o território paulista, o governador de São Paulo, João Doria, deve fechar o estado nas próximas horas. 

Dória participou de uma videoconferência com 618 prefeitos do Estado de São Paulo, no final da tarde dessa terça-feira (2), disse a todos que "o momento é de união e mobilização”, e afirmou que o governo tem dados para crer que as duas piores semanas desde o início da pandemia estão por vir. “Nós temos que estar preparados", falou.

A avaliação é de que o governador realizou a reunião com os prefeitos atrás de buscar união em torno da ideia de adotar medidas mais restritivas em todos os 645 municípios paulistas.

Durante o encontro, Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, reforçou algo que a região de Araraquara já presencia há pelo menos um mês. “É uma nova pandemia, um outro vírus. A velocidade de novos casos e internações mostra que não é o mesmo vírus do início da pandemia. Somente medidas austeras e enérgicas irão impedir que a saúde entre em colapso”, declarou.

O prefeito Edinho, em sua fala, ressaltou a necessidade do isolamento social para conter o avanço da Covid-19. Araraquara está com medidas rígidas de restrição de circulação desde a semana passada.

Dória, por sua vez, planeja anunciar nas próximas horas a migração de todo o estado para a fase vermelha do Plano São Paulo, a fase com restrição total a comércios e serviços não essenciais, mas sabe-se que muitos prefeitos resistem à ideia.

Na reunião, o governador ressaltou que a situação atual da pandemia em São Paulo é alarmante, e disse que o enfrentamento deve ser prioridade absoluta. “As prefeituras não podem estar ausentes, indiferentes, tratar isso com frieza ou debaixo de pressões que não sejam exclusivamente pela proteção à vida”, disse.

É certo, portanto, é que as medidas restritivas vão chegar, mas quase certamente com uma novidade: as escolas não devem fechar, já que a resistência do secretário de Educação, Rossieli foi grande desde o início.

No Palácio dos Bandeirantes, algumas dúvidas ainda persistem sobre o formato. A primeira é quando começar: se já na quinta-feira (4), ou se é melhor preparar o estado em um ou dois dias para começar, por exemplo, no sábado (6).

Não há dúvidas, porém, sobre como tratar o assunto: Doria quer evitar usar o termo “lockdown”.

 

60 milhões de Vacinas

Durante a reunião, o governador afirmou que irá comprar 60 milhões de doses de vacinas até dezembro para imunizar toda a população de São Paulo.

Segundo Doria, serão 20 milhões de doses da vacina da Sputnik, 20 milhões da Pfizer e uma outra encomenda de 20 milhões de doses da Coronavac. O governador disse que os recursos já estão separados.