Estudo da Fiocruz aponta carga viral até 10 vezes maior na cepa de Manaus

Estudo da Fiocruz aponta carga viral até 10 vezes maior na cepa de Manaus

Estudo da Fiocruz indica que um adulto infectado com a variante de Manaus (AM) do coronavírus tem uma carga viral –quantidade de vírus no corpo– 10 vezes maior em relação a uma infecção por outras variantes.

Os pesquisadores recolheram amostras referentes à 1ª e à 2ª ondas de covid-19 no país. Foram mais de 250 códigos genéticos analisados.

Segundo o estudo, a carga viral mais acentuada da variante P.1 torna a mutação amazonense mais transmissível que as demais. Isso porque quanto mais vírus o indivíduo tiver nas vias aéreas mais ele o expelirá, seja por meio de tosses, espirros e até na fala.

A pesquisa da Fiocruz ainda não foi revisada por pares –quando outros cientistas avaliam o material para o corroborar ou o rechaçar as conclusões do estudo.

O estudo confirma outro trabalho realizado, agora no exterior, que afirmava ser a cepa de Manaus oito vezes mais transmissível que o primeiro vírus, e amplia o alerta das autoridades na tentativa de conter sua disseminação.