Vacinas contra a gripe e coronavírus não podem ser tomadas no mesmo dia

Vacinas contra a gripe e coronavírus não podem ser tomadas no mesmo dia

Anunciada há poucos dias pelo Ministério da Saúde a campanha de vacinação contra a gripe deste ano vai começar no próximo dia 12 e segue até o 9 de julho.

A campanha ocorrerá simultaneamente à da vacinação contra a covid-19, mas o ministério não recomenda a aplicação dos dois imunizantes no mesmo dia. A indicação é que haja uma distância de 14 dias entre eles.

Quem estiver apto a receber a proteção contra o novo coronavírus deve primeiro receber o imunizante contra covid e depois o da gripe.

De acordo com infectologistas, é importante receber as vacinas com dias de diferença.  Eles explicam que uma doença nada tem a ver com a outra. "Quem é prioridade para receber a vacina da influenza tem de ir tomá-la, mesmo quem tomou da covid. Os dois imunizantes são importantes. Mas, tem de respeitar o distanciamento entre as duas vacinas", afirma. León Capavilla, do Hospital Moriah em entrevista a Record.

Serão distribuídas 80 milhões de doses entre os municípios e o Programa Nacional de Imunização (PNI) dividiu a aplicação em três etapas.

O primeiro grupo tem cerca de 25,2 milhões de pessoas e é formado por crianças, com idade de 6 meses a 6 anos, gestantes, mulheres que acabaram de ter filhos, povos indígenas e trabalhadores da saúde. Os postos aplicarão as doses de 12 de abril a 10 de maio.

De 11 de maio até 8 de junho, será a vez dos idosos e dos professores, que são mais de 32 milhões de pessoas.

No último mês, de 9 de junho a 9 de julho, serão vacinados 21,9 milhões de outras prioridades: pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privadas de liberdade.

Mesmo com o aumento de casos de covid e a necessidade de diminuir a circulação das pessoas, o Ministério manteve a campanha contra a gripe devido a importância da proteção dos grupos mais vulneráveis às complicações e óbitos por causa da doença.